O poder do dinheiro é virtual...

“Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro.” (Greenpeace)

Quando ler este texto, entenda que ele está sendo escrito no dia de Páscoa de 2020, dia em que se celebra a ressurreição do Cristo, mas que trouxe para sua comemoração a festa da fertilidade e da primavera pagã do hemisfério norte, onde são distribuídos ovos para celebrar o nascimento, prosperidade e os ciclos da vida.

Ao começar este texto com essa frase muito usada por pessoas preocupadas com o meio ambiente, desenvolvida pelo Greenpeace, estou pedindo por reflexão de cada leitor. Essa reflexão é muito simples. Onde o dinheiro é usado efetivamente para manutenção da vida na Terra?
Parece uma resposta óbvia, já que no modelo atual da economia mundial, precisamos de dinheiro para fazer qualquer coisa. Mas essa necessidade é uma ilusão. Essa ilusão limita, segrega e normaliza a desigualdade entre povos, tornando alguns muito ricos e outros muito pobres, quando a realidade é uma só: não se cria, produz, gera, germina, constrói, define ou nutre nada com dinheiro.

Não podemos fazer bolo de chocolate com dinheiro, ou o gosto será horrível.
Não podemos construir uma casa com dinheiro, ou ela será facilmente soprada pelo vento.
Não podemos fazer carinho com dinheiro, ele é grosseiro, ou fará cócegas!
Não podemos adubar a terra com dinheiro, nem mesmo plantá-lo, pois nada colheríamos.
Não podemos fabricar móveis, carros, livros, celulares, computadores, nada, nada, usando dinheiro.

Então como podemos dar tanto poder a ele e aos seus detentores?
Como podemos valorizar mais o dinheiro que as árvores? Os rios? Valorizamos mais do que a própria vida, já que nos desgastamos e vivemos em condições desumanas para colher pouco ou quase nada de dinheiro, arriscando nossa saúde, sacrificando nosso bem estar e o tempo de estar com quem nos ama.

Se eu te der uma muda de árvore e disser para quebrar no meio, você vai ser capaz de quebrar.
Se eu te der uma nota de 2 reais e pedir para rasgar ao meio, você relutará e tentará argumentar comigo. É isso que vivemos.

Dinheiro foi uma ferramenta criada para estimular o equilíbrio e acabar com desigualdades que haviam no escambo. Trocamos essa desigualdade pelo câmbio de moedas. Nada mudou.
Pois a mudança que precisa acontecer não é no modo de fazer, mas no modo de pensar. Na valorização do que é real e reconhecimento do que é virtual.
O dinheiro tem um valor virtual e só vale o que dizemos que ele vale, bem, nós não, os detentores de muito dinheiro.


Hoje, temos a oportunidade de reavaliar tudo isso, todo esse sistema injusto que vivemos por milênios. Hoje vemos uma crise que nos impede de ganhar dinheiro, para nos mostrar o que realmente importa, nos forçando a estar isolados uns dos outros, para que assim possamos valorizar melhor o tempo precioso que perdemos correndo atrás do dinheiro, enriquecendo os grandes empresários e fazendo a roda da desigualdade girar.

Os apelos desesperados e descarados de muitos dos donos do dinheiro, para que as pessoas voltassem ao trabalho, mostram finalmente a dependência deles de seus empregados. Esse é o momento de perceber que sem a força trabalhadora, não existem grandes empresas, nem grandes produções, e que essa balança está desregulada demais.

Sem os trabalhadores não se fabricam carros, casas, livros, celulares, computadores, nada, nada.
Sem pessoas não se faz bolos, não se planta arroz, batata, tomate, nem é possível vender a produção.
Sem pessoas, sem valorizar as pessoas, nada, nada se têm.
Sem florestas, rios, fauna e flora, sem a vida natural, também não temos nada disso.
E na prática, para nenhuma dessas coisas precisamos de dinheiro, mas sim de dedicação, estudo, amor e mão na massa.

Hoje, Páscoa, é o dia de reconhecer o Amor de Jesus pela humanidade, sua ressurreição não foi para outro fim senão demonstrar o Amor de Deus, nosso Criador, por todos nós. Que ressuscite em cada um que ler este texto o Amor acima do poder, acima de qualquer coisa e que possamos mais uma vez valorizar a vida, a comunhão e criar uma nova realidade, onde a igualdade é o pilar principal.

No dia da festa da fertilidade, que haja abundância em nossa mente e nossos corações para perceber que finalmente a escassez acabou, basta que a desigualdade que a perpetua seja enfim finalizada.

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Eu sei viver e me relacionar em igualdade com prosperidade!
Eu sei qual a sensação de viver em igualdade à partir do Criador.
Eu sei que é possível e sei como me relacionar com igualdade.
Eu sei a sensação de viver em abundância, amor e paz!

Feliz Páscoa! Feliz novo mundo!
Muito Amor incondicional para todos.

Eu sou Allan P. Lucena.
Sábia Gratitude para você!

En la Cena ecológica del Reino - Cerezo Barredo

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